Ufes pode dar mais peso à prova de Redação
Publicada em: 16/3/2010
Por: Comunicação e Marketing
- Area: Ensino Médio
A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pode aumentar o peso da Redação no vestibular deste ano. Esse foi um dos temas discutidos na reunião da Comissão de Normas Permanentes do Vestibular, que aconteceu ontem. O uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na primeira fase da seleção deve ser mantido.
No último processo seletivo as notas das discursivas valeram o dobro da Redação, modelo que não deve ser mantido na próxima seleção. De acordo com o secretário de Inclusão Social e membro da comissão, Antônio Carlos Moraes, o modelo de vestibular deve ser repetido, ou seja, as notas objetivas do Enem serão usadas em substituição à primeira etapa. A proposta será encaminhada para a Comissão de Ensino e, se aprovada, será avaliada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
Ele explica, no entanto, que apenas os candidatos classificados pelas notas do exame farão as provas discursivas, ao contrário do que aconteceu em 2009.
“Vamos repetir o modelo do ano passado. A participação de todos os candidatos na segunda etapa foi uma exceção, por conta do adiamento da aplicação do Enem. O peso das notas na segunda fase ainda será discutido. A comissão entende que o critério adotado no ano passado tem que ser modificado. Mas ainda não decidimos. Acho que temos que valorizar a Redação. Não tem sentido colocar a Redação com menor peso, se for assim, seria melhor ficar com a Redação do Enem”, explica.
Antônio Carlos não soube informar se a nota do Enem 2009 poderá ser utilizada neste ano. “Isso não discutimos. Me parece mais lógico usar apenas a nota de 2010, mas é uma questão que ainda pode ser discutida”, diz.
O sistema de cotas não deve passar por alterações. O candidato cotista deve concorrer apenas entre os inscritos na reserva de vagas. “Se no futuro houver uma demanda muito grande pela reserva, podemos reavaliar isso”, afirma o professor.
No futuro, Enem poderá ser feito pelo computador
O Enem pode evoluir para um modelo de avaliação semelhante ao vestibular americano, cujas provas são agendadas pelos alunos e aplicadas pela internet por diversas universidades no país. O Ministério da Educação (MEC) admite a intenção, mas afirma se tratar de um modelo ideal, sem projeto ou data para ser implantado. De acordo com informações da assessoria de comunicação do órgão, as questões sairiam de um único banco de dados, com centenas de opções. Por ora, o modelo tradicional deve ser mantido, com provas impressas e aplicadas na mesma data para todo o país. Ao contrário do que chegou a ser cogitado, o Enem 2010 terá apenas uma edição, prevista para o segundo semestre, após as eleições.
Fonte: A Gazeta
MEC enfrenta risco de adiar o Enem
Matéria publicada no Jornal A Tribuna Seção:Cidades Data:12/08/2010
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Quem pensa que é só com a parte psicológica e com a carga horária de estudos que o estudante deve se preocupar está muito enganado.
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