Férias e livros: uma excelente combinação
Publicada em: 21/1/2010
Por: Comunicação e Marketing
- Setor: Comunicação e Marketing
Férias é tempo de descansar e recarregar as energias para mais um ano de muitas atividades. A hora também é propícia para ler, porque livros e férias são sempre uma excelente combinação. Escolha um livro e tenha como meta fazer a leitura de, pelo menos, 50 páginas por dia. Com certeza, valerá muito a pena!
Abaixo, alguns livros que, além de agradáveis, podem ser muito úteis para a sua vida enquanto estudante. Boa leitura!
23 histórias de um viajante, de Marina Colasanti São Paulo: Global, 2006
Um viajante chega a cavalo a um reino onde um príncipe vive isolado do resto do mundo. Fascinado com as histórias que o viajante lhe conta, o príncipe resolve acompanhá-lo na travessia de suas próprias terras. “Narrar é viajar”. Coletânea de contos com narrativas que se desdobram de um conto principal, da escritora de origem italiana radicada no Brasil.
A arte de viajar, de Alain De Botton
Rio de Janeiro: Rocco, 2003
O filósofo propõe uma excursão pelas satisfações e decepções do ato de viajar. Para acompanhá-lo, convida como guias pintores, escritores e pensadores que foram de alguma forma inspirados pelas viagens em suas obras, como Flaubert, Baudelaire, os pintores Edward Hopper e Van Gogh e o naturalista Von Humboldt. Segundo o autor: “Estamos familiarizados com a idéia de que a realidade da viagem não corresponde às nossas expectativas. (...) Talvez seja mais verdadeiro e mais satisfatório sugerir que ela é essencialmente diferente.”
As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa
Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007 - Uma jovem cineasta é surpreendida em Lisboa com a revelação de que seu verdadeiro pai é o músico angolano Faustino Manso, que se casou várias vezes e teve 18 filhos. Ela parte então para a África em busca de suas origens, percorrendo países como Angola, Namíbia, África do Sul e Moçambique. A narrativa não se furta a descrever as dificuldades do povo africano mas, sem cair em clichês, ressalta sua musicalidade e sua cultura. Uma obra essencial do grande escritor angolano, que compõe o catálogo da primeira editora brasileira voltada à comunidade lusófona.
As viagens de Marco Polo
Rio de Janeiro: Ediouro, 2006 (texto em português de Carlos Heitor Cony e Lenira Alcure). Uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, sobre a saga de um jovem veneziano em sua visita a lugares e culturas da Ásia, entre os quais a corte do imperador mongol Kublai Khan, no final do século XIII. O contexto era o do início do Renascimento europeu, em que passavam a se destacar as cidades do norte da Itália, Veneza e Gênova, centros do comércio do continente. A leitura pode ser complementada com a obra-prima As cidades invisíveis, de Italo Calvino, que narra a descrição de cidades improváveis do império mongol feita por Marco Polo a Kublai Khan. Com nomes femininos, misteriosas e de aparência enganadora, as cidades são evocadas pelo autor em sua relação com a morte, o desejo, as trocas, os olhos e outros.
Através do Brasil, de Olavo Bilac e Manoel Bonfim
São Paulo: Companhia das Letras, 2000 - Protagoniza a história de dois irmãos, Carlos e Alfredo, que percorrem o Brasil de norte a sul, em busca do pai doente e também de familiares. Ao longo da viagem, como nos bons romances de aventura, os meninos contracenam com diferentes figuras que compõem o rico painel de tipos brasileiros.
A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne
Um grande clássico da literatura mundial do grande escritor francês, que se tornou famoso pelas obras com enredos repletos de aventuras e descobertas científicas. Escreveu também Cinco Semanas em um Balão, Vinte Mil léguas Submarinas, Viagem ao Centro da Terra, A Ilha Misteriosa e muitos outros. Neste volume, a viagem mencionada no título resulta de uma aposta entre amigos ingleses; Fileas Fogg decide provar que era possível realizar a viagem ao redor do planeta em apenas 80 dias em um balão.
De cabeça para baixo, de Fernando Sabino
Rio de Janeiro: Record, 1989 (2ª ed.) - “Andanças, vivências e tropelias” do escritor e jornalista mineiro em suas viagens para países da Europa, África, Ásia e América Latina. Em uma passagem, diz: “De manhã andei pelas ruas, debaixo de uma chuvinha fina. Pensei em ir ao Louvre, à Notre-Dame, à Torre Eiffel – de repente achei tudo sem graça e sem sentido, descobri que depois de tantos anos de expectativa final, eu não estava preparado para conhecer Paris.”
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Matéria publicada no Jornal A Tribuna Seção:Cidades Data:12/08/2010
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Quem pensa que é só com a parte psicológica e com a carga horária de estudos que o estudante deve se preocupar está muito enganado.
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